"Se estiveres ciente de que a tua história tem um final feliz, poderás preencher o teu presente de Alegria. Quanto mais esperança depositares em Mim, mais a Minha Luz Plena de Amor resplandecerá sobre ti – iluminando-te o dia." Sarah Young
13/11/2018

de EDUARDO SÁ

 


13 de Novembro de 2018, terça-feira, às 19h00

Lançamento virtual no site

www.eduardosa.com



“Às vezes, os meus pais zangam-se comigo sem razão.

E eu zango-me com eles com razão.” >Pedro, 5 anos

O Pedro tem certamente razão. Mas, quem sabe, talvez os pais dele também tenham. Bom mesmo era que conversassem, que se ouvissem. E que às reclamações de uns e outros fosse sempre dada a devida atenção. Porque, se virmos bem, entre as crianças e os adultos cavam-se de vez em quando fossos, onde deveria haver apenas pontes.

É aqui que entra o Livro de Reclamações das Crianças, onde elas, de viva voz, dizem de sua justiça. Não são meigas, acertam sempre em cheio, e às vezes até magoam um pouco. Como o Ricardo, que na sabedoria infinita dos seus sete anos, se queixa: “O pai disse que o meu avô, quando morreu, tinha ido para o céu. Mas, depois, fomos à Disneylândia, de avião, e eu fiquei muito triste. Porque quando cheguei ao céu, ele não estava lá.”

Para responder às angústias do Ricardo, do Pedro, e de tantas outras crianças, surgiu este livro, onde Eduardo Sá atende a todas as queixas e a todas responde à letra. A pensar nos mais pequenos, mas sobretudo nos adultos: “Só queremos que perceba que cada uma destas crianças podia ser a sua. E que - por delicadeza, por medo, ou por bondade - talvez a sua diga com os olhos aquilo que outras crianças foram capazes de nos dizer, a conversar.”

Vamos então ouvi-las. E dar-lhes espaço para se manifestarem. Mas de coração aberto, com a ternura à espreita, porque mesmo quando elas reclamam pelas guloseimas, não é de guloseimas que estão a falar. Exercitam antes o seu direito filosófico de nos questionar, na nossa autoridade de “grandes” que se esqueceram um bocadinho o que é isso de ser criança.

E porque é que os adultos podem comer chocolate quando querem, e nós não? Porque é que temos de pedir?” >Renata, 8 anos

 

Eduardo Sá é Psicólogo Clínico e Psicanalista, Professor da Universidade de Coimbra e do ISPA. É autor de artigos e de livros científicos na área da psicanálise e da psicossomática, e de livros de divulgação no âmbito da saúde familiar e da educação parental. É diretor da Clínica Bebés & Crescidos e do Babylab – Laboratório de Psicologia do Bebé da Universidade de Coimbra. Colabora atualmente na Antena 1, na revista Pais & Filhos e fez com Fátima Lopes o programa “Amor em Tempo de Crise”, na TVI24.

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